Quem passa por esse blog deve pensar: “essa garota é maluca; ora tem um monte de texto, ora está quase vazio; ora os textos passam tristeza, ora saltam de alegria, ora refletem paixão.” É fato que ninguém gosta de rotina e monotonia, e cada um lida de forma diferente com seus ataques de ‘quero coisas diferentes’. Eu gosto de mudar coisas: mudo meu quarto de cortina para persiana, mudo cores, mudo livros de lugar, mudo a ocupação das gavetas; uma hora leio na sala, outra na varanda, outra na cozinha... E por aí vai. Só não gosto de mudar sentimentos, afinal, há os que querem a eternidade do corpo, outros das idéias, outros do nome... Eu quero a eternidade dos sentimentos (bons, é claro!).
Se algum dia eu quiser repetir os mesmos atos, da mesma forma, no mesmo lugar e na mesma hora, sem mudar nem um grãozinho... Então é hora de usar a frase do homem que acarinha meu ego: “Estou me fazendo de doida para andar de ambulância”. E, para finalizar, as palavras do grande mudador de coisas:
“Je ne suis rien
Jamais je ne serai rien.
Je ne puis vouloir être rien.
Cela dit, je porte en moi tous les rêves du monde.”
(Fernando Pessoa)
Escrito por bailarina das letras às 13h14
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