
Recusei-me a ser de louça para tentar entrar na visão do mundo real, mas percebi que o real não me coube. Faltava espaço, me desajeitei e me quebrei. Conheci a palavra arrependimento e a desfiz para tornar-me inteira. Descobri que quem não se quebra jamais saberá o sentido de se reconstruir, e reconstruir é preciso para se fazer melhor.
Desagreguei-me do tempo, faz tempo. Deixei o medo dele para quem o tem em grande quantidade e acha que pode prendê-lo em caixinhas de prazer. Alguém perdeu a fórmula do Carpe Diem e saiu espalhando teorias que ainda não vi provadas nas vidas que as propagam, porque ninguém tem a chave do fim, mas ele se abre para todos.
Deito e descanso. Abri feridas em mim mesma para tentar colocar pedras no caminho dos que não tinham mão. De alguns vi o sorriso, de outros as costas. Mas quando as costas são belas, vale a pena olhar...
Tenho ainda um monte de palavras que se espalharão até que a porta se abra para mim também...
Escrito por bailarina das letras às 11h58
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