
Devo ser uma pessoa estranha... Quando tudo parece cinzento, quando não há mais o que piorar, surge, do mais escondido de mim, uma luz, pequena, mas capaz de sustentar algumas milhas a mais. Quem será o responsável por isso? Aquela que brilha em algum lugar distante ou esse que brilha ao meu lado nas horas mais difíceis? Acho que eles fizeram isso juntos.
“Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.”
Um poema tão conhecido, lido, relido, parodiado... E só hoje eu li um comentário que deu uma nova visão. A palavra “Sabiá”, com maiúscula, toma um novo sentido, não do pássaro, mas do poeta e as “palmeiras” os livros. Eu me encanto com essa capacidade da literatura, onde o texto continua o mesmo e cada leitura traz algo novo e novas descobertas... mesma essência, muitas descobertas. Mas é preciso amar o texto para descobrir sempre. Não é qualquer um em qualquer situação que busca ou consegue essas descobertas. Com as pessoas também é assim. É preciso amar muito para redescobrir sempre e amar cada vez mais quanto mais se descobre... ainda que a essência seja sempre a mesma.
Isso me faz lembrar de...
“And I don´t want the world to see me
Cuz I don´t think that they´d understand
When everything´s made to be broken
I just want you to know who I am”
Escrito por bailarina das letras às 20h09
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