
"A bailarina roubou pão na casa do João"
Eu criei uma nova versão para o roubo do pão. Eu sempre roubo os posts do João... que não deixa de ser pão... de conhecimento, de poesia, de música... Obrigada, Júnior, por me deixar roubar seu pão! (acentuado está!)
Algumas respostas que ele achou para a pergunta “O que é o amor?”
"É a própria vida, é o melhor da vida, tudo. No amor não sou profano, aí não. Sou sectário"
Jorge Amado, escritor
"Eu sou um romântico no sentido quase caricatural. Acho que todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. Para mim, o amor continua além da vida e além da morte. Digo isso e sinto que se insinua nas minhas palavras um ridículo irresistível, mas vivo a confessar que o ridículo é uma das minhas dimensões mais válidas"
Nelson Rodrigues, dramaturgo, escritor e cronista
"A melhor definição seria: o amor é o amor"
Pablo Neruda, poeta chileno
"A coisa mais importante do mundo é o amor. (...) Amor é se dar, se dar, se dar. Dar-se não de acordo com o seu eu - muita gente pensa que está se dando e não está dando nada - mas de acordo com o eu do ente amado. Quem não se dá, a si próprio detesta, e a si próprio se castra. Amor sozinho é besteira"
Tom Jobim, cantor, compositor, arranjador e instrumentista
Teve um tempo de pensar como Tom Jobim e não ver outra possibilidade. Até ver exemplos de relacionamentos que mostram o dar como “ir para cama” (dar literalmente) e depois de um tempo não fica mais tão legal, abrir mão de outras novidades é difícil... e lá estão as amigas a chorar o “pé” que levam para comprovar. Mas se aprende tentando aprender. E amor parece comportar mais de uma definição, desde que promova a felicidade de alguma forma... amemos pois! Um dia se pode descobrir uma forma diferente de amor, bem diferente. E o pensamento pode ser: “preciso aprender a lidar com isso... tentarei me ajustar”. E aí só erra. Vem a pergunta: que fazer para acertar? Resposta: “seja você!” E lá se vai. Piora. Aí se descobre o quanto se pode valer pouco. Um amor diferente pode mostrar que se alguém quiser valer alguma coisa tem que não valer nada. Se humilhar, receber pisada nos pontos mais dolorosos e entender sempre, e, mais, acreditar que, fazendo tudo isso, ainda se tem a culpa do próprio sofrimento e do outro também. Se pisar no tomate, vai ser pisado feito tomate podre, se não gostar da humilhação, pode receber palavras como “quem você pensa que é? Você não é nada!” Dito teoricamente até que vai levando, a droga é quando vem com a prova de absoluta e total indiferença com toda e qualquer coisa que tenha respeito ao sentimento do ser em tentativa de ajuste... “Sentimento?! E NADA lá tem sentimento?” O fato é que para encontrar a tal flor do alto do penhasco não é fácil. E chega uma hora que eu acho que é necessário parar tudo e pensar que se alguém nos prova, com palavras e ações que, se não fazemos do jeito que deve ser feito, valemos menos que um saco de lixo – esse ao menos tem utilidade – não precisamos acreditar nisso, mas também não precisamos, por amargura, ferir de volta ou procurar uma vítima para fazer o que fizeram conosco. A grande lição da minha vida tem sido não deixar que outros decidam como eu tenho que ser, não para justificar uma maneira ordinária de ser, mas para tentar ajudar a fazer a palavra 'gente' ser algo bom... pense numa coisa difícil... “arre égua!” como isso dói algumas vezes.
Escrito por bailarina das letras às 14h20
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Carta de amor contumaz
Amo-te muito! Até a água secar, até a chuva descer, até a vaca emagrecer, mas se eu te disser você vem me buscar... e eu preciso ir para você me buscar, porque se eu não for, como estaremos lá?! E lá é nosso lugar!!!
Eu lembro do presente que você guardou para me dar quando eu ficasse quieta até você chegar. Eu sou inquieta, sempre fui, mas vou parar e vou esperar você chegar, aqui não, lá...
Ass.: Dissidente Contumaz
Eis o que me disse ontem um sábio que mora na minha casa: "Não tenha medo de se entregar a quem te ama, apenas cuide para diminuir a possibilidade de engano". (hummmm desconfiava desde o princípio)
Escrito por bailarina das letras às 23h08
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Tenho para mim que perdi algumas coisas preciosas no caminho quixotesco, mas de toda perda fiz um ganho para me erguer no final e seguir em frente. Não deixo nada para trás, levo comigo tudo que preciso e, quando o caminho se refizer, encontrarei todas as preciosidades supostamente perdidas, porque o que de fato tem valor não se desprende do seu possuidor... mas só na volta se percebe isso.
O amor é uma flor selvagem que só cresce na beira do penhasco, bem alto...
(eu não lembro se fui eu quem escreveu isso... achei perdido em um caderno, anotado com minha letra... será que isso tem a minha cara?! Sei lá.)
Escrito por bailarina das letras às 20h44
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Eu recomendo:
“Vejo que tenho um santuário em seus corações, e nos corações de seus descendentes, por várias gerações. Eu a vejo, idosa, chorando por mim no aniversário deste dia. Eu a vejo e a seu marido, tendo percorrido o caminho, jazendo lado a lado em seu último leito terreno, e sei que cada um não foi mais querido e sacralizado na alma do outro do que eu na alma dos dois.
...
O que faço hoje é muito, muito melhor do que tudo quanto já fiz. E a paz que tenho hoje é muito, muito maior do que a paz que jamais conheci.”
(Um conto de duas cidades – Charles Dickens)
La philosophie n'est rien d'autre que l'amour de la sagesse.
(Cícero)
Escrito por bailarina das letras às 17h52
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