
Despi-lo em seu sono e dizer palavras que acordado não poderia suportar e dizer das lágrimas que molham o peito amado no vago silêncio do quarto.
Sangra...
Entrever a alma nos espasmos da madrugada. É um calar da dor que remédio não cura; é fraqueza.
Não se deve brincar com dragões adormecidos; eles podem ser a ruína da tua causa.
A peste chegou antes e levou a esperança do fraco. Mas o forte se renova e traz mansamente a brisa morna da tarde e a companhia que te conhece como nenhum outro.
Alma capturada com outra alma faz morada.
E assim diz Machado do que foi dito:
“... a arte de escrever foi inventada por alguma amante separada do seu amante.”
E vamos para a estrada antes que venha a chuva...
Escrito por bailarina das letras às 20h28
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