Bailar das Letras - UOL Blog





Vencida na Vitória

 

Algumas vezes libertamos o que nos vai ferir na próxima esquina. Quando isso acontece, não adianta colocar a mão nos olhos, negar ou fazer de conta que tudo está ganho. Waterloo está perdida, mas outras batalhas virão...

 

É calmaria na alma que aceita que a cavalaria não virá para socorrer, não haverá cavalo branco nem declarações fervorosas, apenas a liberdade de não mais chorar por não se ter o que não foi destinado a pertencer. Livre fica aquele que nunca se quis prender...

 

Perder-se por ofertar-se é, talvez, a maior das vitórias.



 Escrito por bailarina das letras às 22h04
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É o fim do mundo...

 Escrito por bailarina das letras às 20h47
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Dos anseios

 

A despeito da inteligência, há no poeta um quê de modorrento... deve ser porque poesia se faz dormindo. Sim. Mesmo aquelas que desatam as desgraças da guerra. Que outra explicação para quem fica tecendo versos enquanto o mundo explode?! Reina o silêncio e isso não é sinal de guerra?! Como não?! Se a própria guerra é o silêncio. Silêncio da luz. Os homens ficam no escuro e não vêem o que estão a explodir... Mas o que tem a ver a guerra com o poeta e isso tudo de silêncio?! Não sei... Acho que é porque quero dar colo a um poeta adormecido para que ele me embale ao som dos seus versos.



 Escrito por bailarina das letras às 13h32
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Das intempéries

 

Será possível atravessar uma avenida ignorando um buraco enorme que está bem no meio do caminho?! Sim... Alguns caminhos têm pedras, outros têm buracos... Outros são apenas caminhos. Ninguém deve negar a beleza de um caminho rústico, ainda mais quando traz o suspiro de ser o certo.

 

Há um do lado direito daquela avenida querendo chegar ao lado esquerdo para encontrar quem está lá. Ambos têm conhecimento do buraco. O que quer atravessar sabe do buraco e quer atravessar assim mesmo. Depois pensa nas conseqüências. Quem espera sabe do buraco e teme por aquele que atravessa. Sabe que se cair ali, pode não sobreviver.

 

Não dá para atravessar grandes avenidas saltando; é preciso arriscar. E nesse vai, não vai... Nem um atravessa, nem o outro acha uma solução. Não é medo, é cuidado. Demais até! Enquanto isso, os carros passam em alta velocidade, as pessoas passam correndo, os cachorros passam latindo... Só não passa o desejo de chegar ao outro lado.



 Escrito por bailarina das letras às 12h48
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 Escrito por bailarina das letras às 09h48
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 Escrito por bailarina das letras às 09h44
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