
O chão árido marcava aqueles pés que já haviam percorrido alguma distância entre o saber e o divisar. Sua mente, porta aberta das descobertas, se adaptava ao clima para dar a seu corpo a chance de sobreviver. Sabia que morria um pouco a cada dia, mas quem não o faz para renascer? Seu destino estava perdido em meio às folhas de um livro e sua calma era resultado da conformação. Dir-se-ia que caminhava sem ter direção, mas assim não era; caminhava para a única direção que apontava um lugar a chegar. Teve vontade de chorar, mas entendera que suas lágrimas não seriam suficientes para amolecer marcas tão profundas; deveria sim, deixar-se secar, recebendo daquele solo uma lição de vida que marcaria para sempre seu destino em andamento...
Escrito por bailarina das letras às 13h36
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